A aldeia do Boco, em Vagos, Aldeia de Portugal, celebra a Festa em Honra de St.º Inácio de Antioquia, N.ª S.ª das Candeias e São Brás.
Este fim de semana há programa especial na Aldeia do Boco onde não faltam as atividades religiosas, os momentos culturais e o convívio tão característico desta comunidade.
Esta sexta, 30 de Janeiro, às 20h00 acende-se a tradicional fogueira seguindo-se noite de animação musical.
No sábado, 31 de janeiro, arruada às 9h com os gaiteiros “Côdeas do Diabo” e arraial, à noite, no Largo da Capela do Boco.
Domingo, dia 1 de fevereiro, há arruada com a Banda Vaguense (9h) e Missa solene seguida de procissão (15h).
Na segunda, dia 2 de fevereiro, realiza-se a Procissão das Velas seguida de missa (19h30) e no dia 7 de fevereiro, às 15h00, haverá jogos tradicionais com a argolinha e jogo de futebol casados/solteiros com convívio.
A Festa de Santo Inácio é uma das mais antigas e emblemáticas da Aldeia do Boco.
Durante muitos anos, este era o momento especial em que se preparava o tradicional “Carneiro de Santo Inácio”, uma chanfana confecionada em forno a lenha, bem cedo pela manhã, para ser servida no almoço ou jantar da festa.
À mesa não faltava também a famosa Broa Mimosa, ou Broa da Festa, feita com farinha de trigo e milho, enriquecida com ovos e açúcar, verdadeiro símbolo gastronómico do lugar, fruto das antigas moagens das azenhas do Boco.
A Universidade de Aveiro (UA), através da área de Museu e Arquivo dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia (SBIDM), viu aprovada a sua candidatura ao Fund for International Development of Archives (FIDA), do International Council on Archives (ICA).
O projeto pioneiro em Portugal vai recuperar e digitalizar em alta resolução a informação visual de 400 discos de goma-laca da Coleção José Moças.
Intitulado "Phonographic Records: Echoes and images of Portugal in the 20th Century", o projeto foca-se num património em risco: os discos de goma-laca anteriores a 1925, especificamente aqueles que contêm registos de Fado e Canto Alentejano, classificados pela UNESCO como Património Cultural Imaterial.
Embora o som destes discos seja frequentemente o foco de estudo, este projeto traz uma abordagem inovadora ao concentrar-se na preservação da sua componente visual.
Os rótulos, selos e inscrições de fábrica destes discos contêm metadados cruciais, como logótipos, números de série, detalhes gráficos e anotações manuscritas, que contam a história da indústria fonográfica e da sociedade portuguesa do início do século XX.
Dada a extrema fragilidade da goma-laca, um material quimicamente instável, esta intervenção é urgente para evitar a perda irreversível de informação.
Este financiamento resulta de uma aposta estratégica dos SBIDM/UA na preservação digital de alta complexidade, sob a responsabilidade institucional da diretora destes Serviços, Cristina Cortês.
O desenho técnico e a conceptualização da candidatura foram assegurados por Rui Ferreira e Sílvia Marinho, técnicos superiores da área de Museu e Arquivo (dos SBIDM), que assumirão agora a coordenação e implementação do projeto.
A equipa técnica será responsável pela limpeza, acondicionamento e digitalização dos 400 discos, utilizando normas internacionais de captura de imagem (FADGI) para criar "substitutos digitais" de ultra-alta resolução que permitirão o estudo dos objetos sem necessidade de manuseamento físico.
O projeto conta ainda com a consultoria científica da equipa de investigação coordenada por Susana Sardo, professora do Departamento de Comunicação e Arte da UA e investigadora do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança (INET-md), garantindo que os novos dados visuais servirão diretamente à produção de conhecimento nas áreas da etnomusicologia e sociologia histórica.
Com início previsto para fevereiro de 2026, o projeto permitirá não só a preservação física dos originais em materiais de qualidade de arquivo (acid-free), mas também a disponibilização pública de uma galeria digital no repositório da UA.
Esta iniciativa posiciona a Universidade de Aveiro na vanguarda da preservação de património sonoro em Portugal, colmatando a falta de infraestruturas nacionais especializadas na imagiologia de suportes discográficos históricos.
O Município de Ílhavo faz balanço aos efeitos da depressão Kristin.
Árvores e sinalética derrubadas, cabos de telecomunicações caídos, tampas de saneamento e águas levantadas, estradas degradadas e terrenos alagados são as consequências mais gravosas da tempestade que varreu a região na madrugada de quarta-feira.
As equipas de trabalho dedicam os dias a repor ordem nas vias de comunicação e estruturas afetadas.
Em mensagem divulgada esta quinta-feira, o presidente da Câmara de Ílhavo saudou o esforço dos operacionais de proteção civil e funcionários que trabalham na recuperação de estruturas (com áudio)
Rui Dias deixou mensagem de “solidariedade” para com os municípios mais afetados, na região centro, e condolências às famílias das vítimas.
E deixou aviso sobre o agravamento do estado do tempo este fim de semana (com áudio)
A ADICO, a mais antiga empresa portuguesa de mobiliário metálico, de Avanca, passa a integrar a Linha AÇO na sua Outdoor Collection, assumindo a produção e comercialização da coleção concebida pelo designer Gonçalo Prudêncio.
Esta parceria estratégica enquadra a Linha AÇO num contexto industrial e internacional, assegurando a sua continuidade e longevidade.
A colaboração afirma-se como um encontro natural entre a mestria produtiva de uma marca centenária e um projeto de design que se destaca pela maturidade conceptual, consistência formal e reconhecimento junto do público e da crítica.
A Linha AÇO é uma coleção de mobiliário metálico composta por mesas, cadeiras, bancos e bancos corridos, concebida em chapa e tubo de aço, pensada para utilização em espaços exteriores e contextos de uso intensivo.
Nascida no âmbito do projeto pessoal de Gonçalo Prudêncio, desenvolvido sob a marca Ghome, a Linha AÇO assenta em fortes convicções relacionadas com sustentabilidade, ética produtiva e valorização do design criado em Portugal.
Ao longo do seu percurso, o projeto afirmou-se pela clareza conceptual, linguagem intemporal e coerência formal, culminando numa coleção premiada e amplamente reconhecida a nível nacional e internacional.
Com a integração na ADICO, a Linha AÇO entra agora numa nova fase.
A coleção passa a beneficiar da experiência industrial, da capacidade produtiva e da visão de longo prazo de uma empresa com mais de 100 anos de história no fabrico de mobiliário metálico, garantindo continuidade e projeção em mercados mais amplos.
“Sinto esta parceria como uma dupla conquista: a missão do projeto Ghome está cumprida e inicia-se agora uma nova etapa, em colaboração com uma referência histórica do mobiliário metálico português, com o objetivo de levar o conceito Created in Portugal a uma escala global”, afirma Gonçalo Prudêncio.
Com mais de um século de história, a ADICO continua a reinventar-se através da colaboração com criadores que partilham os seus valores de tradição, inovação e fabrico próprio.
“A integração da Linha AÇO no catálogo da ADICO surgiu de forma muito natural. No contexto da minha recente direção criativa da marca, tornou-se claro que o futuro de uma marca tão portuguesa deve também ser construído com os melhores designers portugueses".
"O trabalho do Gonçalo Prudêncio distingue-se por um percurso claro, consistente e muito próprio. Ao saber que procurava levar os seus produtos para uma nova fase, o interesse foi imediato. A ADICO tem acompanhado a cultura e o estilo de vida português ao longo de mais de 100 anos e deve continuar a contribuir com uma visão assente na simplicidade, qualidade, intemporalidade e contemporaneidade, pensada para várias gerações”, destaca Pedro Sottomayor, diretor criativo da ADICO.
A Linha AÇO integra agora a coleção Outdoor da ADICO e encontra-se já presente em projetos de referência a nível nacional, como o recém-inaugurado Museu da Música, em Mafra.
Distinguida pela revista Monocle como “Most Playful Design” no Top 50 Designs of 2025, a coleção reafirma o papel do design português no panorama internacional.
A Junta de Freguesia de Santa Joana em noite de "Warm Up” para a 2ª Edição do Festival de Teatro e Artes local.
Programação cultural de 2026 regressa com Marina Mota, Rosa Villa e Diogo Chamorra, que se estreiam em Aveiro com a peça "Radojka".
O enredo gira em torno da relação vivida entre duas cuidadoras de uma idosa que, no dia em que ocorre um fatídico acidente doméstico, se vêm na necessidade de encontrar uma solução pouco convencional para o resolver.
Será através de vários momentos cómicos que a peça procura promover uma reflexão sobre a vida, a amizade e a sobrevivência.
O evento está agendado para esta sexta, às 21h30, no Auditório da Junta de Freguesia de Santa Joana.
Os bilhetes, que já se encontram à venda, podem ser adquiridos na Junta de Freguesia ou na Ticketline.
A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género pede investimento nos recursos humanos da Rede Especialista em Intervenção com Vítimas de Violência Doméstica.
No dia em que ao Rede de Aveiro debate desafios da atualidade na proteção de vítimas de Violência Doméstica, foram escutados apelos ao investimento nesta área.
Manuel Albano, vice-presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, realça a o grau de complexidade do tema, as diferentes facetas e áreas do conhecimento e a articulação necessária que obrigam ao investimento.
Mesmo com reconhecimento ao voluntarismo, o vice da CIG afirma que este é um domínio que exige respostas altamente qualificadas (com áudio)
O III seminário “Proteção de Vítimas de Violência Doméstica – Novos Desafios” decorre ao longo do dia no auditório do Edifício Atlas.
A proteção de vítimas, as boas práticas de intervenção e as especificidades do acolhimento são temas em destaque.
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto não esteve em Aveiro mas deixou mensagem online.
Margarida Balseiro Lopes agradeceu o esforço das equipas e salientou os esforços para melhorar a articulação no trabalho em rede (com áudio)
Profissionais da segurança social, do Centro de Emprego e Formação Profissional, do apoio a migrantes e da Saúde Pública dão testemunho sobre a sua área de intervenção.
Durante a tarde participam responsáveis por casas abrigo e IPSS e especialistas da área da psicologia.
Entrevistado pela Terra Nova, Manuel Albano falou de uma realidade que obriga a respostas atempadas.
Lembra que as soluções de futuro devem garantir às vítimas, tendencialmente, condições para permanecer nos territórios de origem.
A deslocalização é, em si, uma ação que fragiliza as vítimas.
Manuel Albano defende que as denúncias se têm mantido em padrões constantes nos últimos três anos (com áudio)
Os Municípios continuam a trabalhar o tema.
Oliveira do Bairro cumpriu em janeiro três sessões de sensibilização sobre violência doméstica, dirigidas a técnicos da área social e a beneficiários de respostas de apoio social do concelho, no âmbito do projeto municipal “Uma Casa para (Onde) Mudar”.
As ações foram dinamizadas pela Estrutura Dar Voz, da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa, e tiveram como objetivo reforçar a prevenção, a deteção e a intervenção em situações de violência doméstica, bem como promover a igualdade de género e o conhecimento dos recursos de apoio existentes.
A 19ª Edição do Festival Internacional de Cinema de Turismo realiza-se em Ovar.
O ART&TUR tem abertas as candidaturas aos prémios dos melhores filmes de turismo do ano.
Abriu, oficialmente, candidaturas à 19.ª edição, que terá lugar em Ovar, entre os dias 27 e 30 de outubro de 2026, reunindo em Portugal o melhor cinema de turismo do mundo.
Reconhecido como um dos mais prestigiados festivais internacionais dedicados à promoção dos destinos, territórios e culturas através do cinema, o ART&TUR integra, desde 2008, o circuito internacional CIFFT (International Committee of Tourism Film Festivals), destacando-se pela sua capacidade de criação de valor para os territórios e pela afirmação da marca Portugal no panorama internacional do turismo e do audiovisual.
A edição de 2026 coloca Ovar no centro das atenções, valorizando os seus recursos endógenos e a sua identidade cultural singular.
O Carnaval de Ovar, a Ria de Aveiro e a tradição ligada à pesca, o emblemático Pão de Ló de Ovar e a reconhecida azulejaria urbana são alguns dos elementos identitários que estarão em evidência, contribuindo para uma experiência cultural e turística diferenciadora para participantes, profissionais e visitantes.
O Presidente do Município de Ovar, Domingos Silva, valoriza esta iniciativa.
“Ovar será ponto de encontro, de diálogo, de partilha e de criatividade. Seremos palco principal, onde o cinema e o turismo se cruzam, numa harmoniosa ligação à Ria, ao Mar, à Floresta, ao Azulejo e ao doce Pão de Ló de Ovar. Serão todos muito bem-vindos ao nosso território.”
Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, considera que a escolha de Ovar para acolher a 19.ª edição do ART&TUR “é particularmente acertada”.
Segundo o responsável, “os participantes no festival vão encontrar em Ovar uma cidade vibrante, com uma forte ligação à cultura e ao património, rica em cenários apelativos para a produção audiovisual”.
“O ART&TUR é uma ferramenta poderosa de promoção turística e audiovisual, que contribui de forma consistente para a projeção internacional do Centro de Portugal. Esta edição vai, seguramente, ser um grande sucesso”.
Investigadoras da Universidade de Aveiro (UA) alertam que a estabilidade a longo prazo da população de golfinho-comum em Portugal poderá estar comprometida, sobretudo devido à mortalidade associada à atividade humana, em particular à pesca.
A costa portuguesa é uma das regiões da Europa com maior diversidade de mamíferos marinhos e o golfinho-comum (Delphinus delphis) é a espécie mais frequentemente observada.
Apesar disso, enfrenta várias ameaças de origem antropogénica, o que se reflete no seu estado de conservação.
Em Portugal, a espécie encontra-se classificada como “quase ameaçada” no Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal.
O alerta resulta de um estudo desenvolvido por Alexandra André, no âmbito da sua tese de mestrado no Departamento de Biologia e no ECOMARE da UA, em colaboração com as investigadoras Sofia Tavares, Andreia Torres Pereira, Silvia Monteiro e Catarina Eira.
Ao longo de dois anos, a equipa analisou 240 golfinhos-comuns arrojados mortos entre Caminha e Peniche.
Através da determinação da idade e da maturidade sexual dos indivíduos, foi possível realizar uma caracterização preliminar dos parâmetros demográficos da população.
Os resultados mostram que os golfinhos analisados tinham idades compreendidas entre menos de um ano e 23 anos, sendo os indivíduos jovens e as fêmeas adultas os grupos mais frequentemente encontrados — e também os mais vulneráveis.
Em média, os golfinhos-comuns atingem a maturidade sexual por volta dos nove anos de idade.
No entanto, a maioria dos indivíduos analisados era jovem e morreu antes de alcançar a idade reprodutiva, o que poderá ter impactos significativos na renovação da população.
A captura acidental em artes de pesca foi identificada como a principal causa de morte na área em estudo. Segundo as investigadoras, a morte de um número elevado de golfinhos jovens, que ainda não se reproduziram, bem como de fêmeas adultas, pode comprometer seriamente a estabilidade da população a longo prazo.
Os resultados preliminares deste trabalho oferecem uma visão detalhada sobre a situação atual do golfinho-comum em Portugal e reforçam a urgência de continuar a monitorizar a população, bem como de implementar medidas de conservação mais eficazes, capazes de reduzir a mortalidade e assegurar a proteção futura da espécie.
O espetáculo Jobra Late Night Show apresenta-se ao público em mais uma noite de arte num fim de semana que abre com formação.
É o momento anual de criação artística que destaca o trabalho desenvolvido pelos alunos do Curso Profissional de Produção e Tecnologias da Música da Art’J – Escola de Artes Performativas da Jobra.
Este ano, o programa integra dois momentos.
O primeiro é a masterclass com Sam The Kid, esta sexta ao longo do dia, promovida pela Made In J – Academia de Artes da Jobra.
Quanto ao espetáculo “Jobra Late Night Show” será apresentado este sábado, dia 31 de janeiro, às 21h30, no Auditório do Centro Cultural da Branca, com a participação de NTS.
O projeto reflete a visão pedagógica da Art'J, onde a tecnologia é uma ferramenta expressiva ao serviço da inovação.
Sob a direção musical de Cátia Gonçalves, ex-aluna e voz promissora do R&B nacional, e a direção artística de Paulo Barreto, o espetáculo prepara os jovens para os desafios reais da criação musical contemporânea.