Dalila Maganinho cresceu na Costa Nova até aos oito anos, quando emigrou com os pais para a Alemanha.
Anos mais tarde, transformou uma experiência marcada pela distância, pelo regresso e pela Saudade numa investigação que procura compreender, através do design, as diferentes relações que formam este sentimento.
Durante anos, voltar a Portugal significava para Dalila voltar aos lugares e às pessoas que tinha deixado.
As férias eram esperadas durante meses e, quando finalmente chegavam, traziam consigo uma contradição: a Saudade não desaparecia necessariamente com o regresso. «Na Alemanha, vivia sempre com a ideia de voltar a Portugal. E, quando estava cá, já sentia Saudade daquele momento, porque sabia que ia acabar num fechar de olhos. Ainda hoje sinto muitas vezes que estou uns passos à frente, a pensar naquilo que ainda quero viver e de que um dia vou sentir Saudade.»
Foi desta relação pouco linear com o tempo que nasceu, anos mais tarde, uma questão de investigação.
Dalila voltou à região para realizar o mestrado em Design na Universidade de Aveiro e começou a perguntar-se se seria possível usar o design para compreender melhor a complexidade da Saudade.
Dessa investigação nasceu Anatomia da Saudade, projeto que continua hoje a desenvolver de forma independente e que, ao longo dos anos, tem assumido diferentes formas. «Interessa-me o design pela sua capacidade de lidar com a complexidade: organizar, traduzir e tornar visível aquilo que é difícil de compreender ou explicar.»
Uma dessas formas chegou agora ao espaço público de Aveiro.
No dia 12 de setembro, “A Saudade que Fita” foi apresentada junto ao Mercado Manuel Firmino no âmbito da RIA 2026, Ruas de Intervenção Artística, da Agora Aveiro.
A intervenção participativa partiu das fitas que fazem parte da paisagem das pontes da cidade e deu-lhes uma nova função.
Cada participante pensava em algo ou alguém de que sentia Saudade, escrevia-o numa fita e procurava encontrar-lhe um lugar numa estrutura concebida como um mapa. Vermelha, se ainda fosse possível “matar” essa Saudade; branca, se já não fosse.
Depois, era preciso situá-la no tempo, no espaço e na distância.
Uma ação aparentemente simples acabou por exigir alguma reflexão.
Segundo a equipa que acompanhou a intervenção, os participantes demoraram antes de fazer as suas escolhas.
Pelo meio, surgiram conversas, abraços e algumas lágrimas.
«Gostei de saber que havia essa pausa. Não queria dizer às pessoas o que é a Saudade. Queria que parassem e pensassem onde estava a sua.» Várias das fitas colocadas foram vermelhas, mas Dalila prefere não transformar essa observação numa conclusão.
Interessa-lhe perceber o que acontece quando as perguntas da investigação deixam de ser apenas suas e passam para outras pessoas.
Fazer uma anatomia da Saudade significa, para Dalila, tentar perceber tudo aquilo a que este sentimento está ligado.
O tempo, o espaço, a distância ou o desejo fazem parte dessa procura, mas a questão vai mais longe.
O que pode a Saudade dizer sobre nós, sobre a forma como vivemos e nos relacionamos com a vida?
O design ajuda a explorar estas perguntas e a dar-lhes forma.
As fitas são apenas uma dessas formas.
«Se levasse estas perguntas para outro lugar, não sei se levaria as fitas comigo. Há muitos gestos, objetos e tradições em Portugal que fazem parte do nosso quotidiano e para os quais quase já não olhamos. Gostava de perceber melhor o que carregam e que relações podem estabelecer com a Saudade.»
Em Aveiro, estas perguntas encontraram forma nas fitas.
Noutros lugares, poderão encontrar outras formas, a partir dos gestos, objetos e tradições de cada contexto. E em Ílhavo, que forma poderia ter a Saudade?
Dalila Maganinho é designer e investigadora, natural de Aveiro, e cresceu na Alemanha.
Estudou Design na Hochschule für Künste Bremen e realizou o mestrado em Design na Universidade de Aveiro.
O seu trabalho cruza design e investigação, com especial interesse pela cultura, identidade e experiência humana.
Interessa-lhe explorar questões complexas através do design e encontrar formas de as tornar mais visíveis e acessíveis.
É autora de Anatomia da Saudade, projeto iniciado durante o mestrado e que continua a desenvolver de forma independente entre Portugal e a Alemanha.
Atualmente, prepara também uma publicação a partir desta investigação.
A Câmara Municipal de Aveiro deu início à reabilitação de duas vias na zona Nascente da Estação de Comboios de Aveiro, numa área que tem registado um significativo crescimento urbano e habitacional. As intervenções respondem à necessidade de melhorar as condições de circulação e segurança rodoviária e pedonal, numa zona de crescente utilização e onde o estado de alguns arruamentos tem condicionado a circulação. A Avenida D. António Francisco dos Santos, uma das principais ligações entre a zona Nascente da Estação e Esgueira, está já a ser intervencionada no troço entre a rotunda com a Avenida Vasco Branco e a Rua Mariano Ludgero, num investimento próximo dos 320 mil euros. O atual estado deste arruamento levou ao seu encerramento, sendo a intervenção destinada a recuperar as condições de utilização da via. Os trabalhos incluem o reforço da estrutura do pavimento rodoviário, a criação de ciclovia nos dois sentidos e a execução de passeio, melhorando também a ligação pedonal à zona de atravessamento da linha ferroviária. Será igualmente reabilitada a Avenida Vasco Branco, entre a Rua Artur de Almeida Eça e a rotunda com a Avenida D. António Francisco dos Santos, num investimento próximo dos 280 mil euros. Esta intervenção deverá arrancar nos próximos dias. Esta via assegura a ligação entre a Estação de Comboios e a restante rede viária, constituindo também um dos principais acessos ao Terminal Rodoviário de Aveiro. Os trabalhos contemplam o reforço do pavimento rodoviário, a correção pontual de problemas de drenagem de águas pluviais e a reposição da sinalização horizontal. Durante a realização dos trabalhos, a circulação automóvel estará condicionada nos arruamentos intervencionados, de acordo com a evolução das obras. Com estas duas intervenções, o Município de Aveiro melhora as condições de circulação, mobilidade e segurança rodoviária e pedonal, contribuindo para a qualificação de uma zona da Cidade que tem registado um significativo crescimento urbano e habitacional.
O Grupo Desportivo da Gafanha bateu a equipa B da Sanjoanense, por 3-1, no jogo de apresentação aos sócios.
Golos de Ricardo Santiago, Kiko e Bruno Neto.
Frente a uma equipa de escalão inferior, a equipa da Gafanha da Nazaré apresentou as caras novas e deixou uma imagem do que pode valer o conjunto assente na equipa da época passada reforçado com valores identificados com a formação do Gafanha mas com experiência em escalões superiores.
O jogo disputou-se no passado fim de semana quando ainda falta um mês para o arranque oficial da I divisão distrital.
Rui Neves estruturou a equipa em torno da base que se sagrou campeã da II divisão distrital de Aveiro.
O clube procurou garantir elementos com experiência nos diferentes setores e incorporou uma dezena de reforços, maioritariamente com atletas que já tinham passado na formação como Mateus Vilarinho, Rafael Peleja e Guilherme Salvador.
A tarde de convívio inclui foto de família com os escalões de formação do clube.
Centenas de pessoas receberam o FC Porto Vintage em tarde de festa dos 50 anos do GD Eixense.
O Complexo Desportivo do Monte viveu uma tarde especial no passado sábado com o encontro entre o GD Eixense Masters e o FC Porto Vintage, marcado pelo futebol, fair play, convívio e por uma homenagem do FC Porto aos 50 anos do clube eixense.
O Complexo Desportivo do Monte, em Eixo, recebeu no passado sábado, 12 de setembro, algumas centenas de pessoas para mais um dos momentos integrados nas comemorações dos 50 anos do Grupo Desportivo Eixense.
A presença do FC Porto Vintage para defrontar a equipa de Masters do GD Eixense gerou uma bonita envolvente humana em torno do complexo desportivo, juntando diferentes gerações de adeptos e proporcionando uma tarde em que o futebol serviu, acima de tudo, de ponto de encontro para o convívio, a memória e a celebração.
Antes do início da partida, marcada para as 17h00, realizou-se um momento particularmente simbólico.
Mário Lopes, responsável pelo FC Porto Vintage há cerca de 40 anos, entregou ao Presidente da Direção do Grupo Desportivo Eixense, Nelson Lima, uma peça comemorativa oferecida pelo FC Porto, assinalando os 50 anos do GD Eixense.
O gesto constituiu mais um momento de reconhecimento institucional num ano especialmente marcante para o clube de Eixo, que em 2026 celebra meio século de história. Seguiu-se a tradicional troca de galhardetes entre os capitães do GD Eixense Masters e do FC Porto Vintage, antecedendo o início do encontro.
Futebol, fair play e convívio Dentro das quatro linhas, as duas equipas proporcionaram um jogo bem disputado, mas sempre marcado por um enorme espírito de fair play, amizade e convívio.
O FC Porto Vintage acabou por alcançar a natural vitória, mas o resultado foi, desde o primeiro minuto, o elemento menos importante de uma partida cujo principal objetivo era proporcionar um grande momento de confraternização e celebrar, através do futebol, os 50 anos do GD Eixense.
No final, as duas equipas juntaram-se para uma fotografia conjunta, deixando registado mais um momento para a história das comemorações do cinquentenário.
Seguiu-se então outro dos momentos mais aguardados pelo público.
Muitos dos presentes procuraram os antigos jogadores do FC Porto para conseguir uma fotografia ou um autógrafo, com Jackson Martínez a ser, naturalmente, uma das figuras mais solicitadas da tarde.
O antigo internacional colombiano correspondeu ao entusiasmo dos adeptos, num momento que demonstrou também a proximidade e disponibilidade das antigas glórias portistas junto do público presente no Complexo Desportivo do Monte.
A Direção do Grupo Desportivo Eixense destaca e agradece a presença de todas pessoas que responderam ao convite e ajudaram a criar uma envolvente muito especial em torno do encontro.
O clube agradece igualmente a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Dr. Rui Santos, e do executivo da Junta de Freguesia de Eixo e Eirol, encabeçado pela sua Presidente, Sara Rocha, bem como os representes das várias associações da freguesia, que se associaram a este momento das comemorações dos 50 anos.
A adesão registada voltou a demonstrar a capacidade do desporto para juntar a comunidade e diferentes gerações em torno da história e da identidade do Grupo Desportivo Eixense.
Ao início da noite, as duas equipas voltaram a encontrar-se num jantar-convívio, prolongando fora das quatro linhas o espírito vivido durante toda a tarde.
A Universidade de Aveiro (UA) manifesta “profundo pesar” pela morte de Helena Afonso, filha de José Afonso e uma das fundadoras da Associação José Afonso.
Helena Afonso manteve ao longo dos anos uma relação próxima com a Universidade de Aveiro, contribuindo para estreitar a ligação da instituição à memória e ao legado de José Afonso, natural de Aveiro.
Foi por iniciativa de Helena Afonso que a UA acolheu a placa evocativa do Prémio Memorial LiberPress, atribuído postumamente a José Afonso, em 2009, na Catalunha, pelo seu contributo para a liberdade, a cultura e a solidariedade humana.
A escolha da Universidade de Aveiro não foi circunstancial.
José Afonso nascera em Aveiro, a sua música fazia parte da vida académica e do repertório das tunas e existia na comunidade universitária a vontade de preservar e transmitir às novas gerações o seu legado cultural e cívico. Helena Afonso reconheceu na Universidade e na sua comunidade o lugar certo para acolher esse símbolo e manter vivos a memória e os valores associados à obra do pai.
A família deslocou-se na altura à Universidade de Aveiro para o descerramento da placa, numa homenagem que contou também com um recital de João Afonso e com o envolvimento da comunidade académica.
A placa viria a encontrar lugar num espaço exterior do Campus de Santiago dedicado à cultura e ao convívio, hoje Jardim Zeca Afonso, onde o nome e o legado do músico permanecem presentes no quotidiano da Universidade.
Mais do que esse gesto, a UA guarda de Helena Afonso a memória de uma “relação próxima, generosa e cúmplice”, construída em torno de uma herança cultural e cívica que ultrapassa largamente os limites da própria Universidade.
“Helena Afonso encontrou na Universidade de Aveiro uma casa para uma parte da memória do seu pai e, nesse gesto, ofereceu-nos também a sua confiança e a sua amizade. É com profunda tristeza que recebemos a notícia da sua morte. A Universidade de Aveiro perde uma amiga e alguém que connosco partilhou a vontade de manter vivo e próximo das novas gerações o legado de José Afonso. É essa relação de confiança e amizade que hoje recordamos e agradecemos”, afirma o Reitor da Universidade de Aveiro, Artur Silva.
Turismo Centro de Portugal (TCP) e Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal (ARPTC) apresentaram, na Covilhã, o projeto “A Caminho das Estrelas”.
Trata-se de um programa de valorização gastronómica, cultural e turística que vai percorrer as oito sub-regiões do Centro de Portugal até março de 2027, tendo como horizonte a realização, em Coimbra, da Gala do Guia MICHELIN Portugal.
Sob o mote “A Gala é o destino. A autenticidade é o caminho”, o projeto pretende transformar a realização da Gala numa oportunidade para dar a conhecer, durante seis meses, a diversidade gastronómica e cultural da região.
Em vez de concentrar a promoção num único acontecimento, “A Caminho das Estrelas” propõe um percurso pelo território, mostrando as pessoas, os produtos, os saberes e as histórias que distinguem cada uma das suas sub-regiões.
“A realização da Gala do Guia MICHELIN em Coimbra é uma extraordinária oportunidade de projeção do Centro de Portugal, mas entendemos desde a primeira hora que não podíamos limitar esta oportunidade apenas a uma noite, a uma cidade e a um só evento. Tínhamos de a levar a todo o território. Queremos transformar os meses que antecedem a Gala num percurso de descoberta do Centro de Portugal, pela gastronomia, pelos vinhos e pelos nossos produtos, mas, sobretudo, pelas pessoas que estão por trás deles”, afirmou Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal.
“Quando falamos de gastronomia no Centro de Portugal, não falamos apenas de pratos. Falamos do pastor que continua a produzir o queijo da Serra da Estrela, de quem trabalha a vinha e produz o nosso vinho, do produtor de azeite, do padeiro, do pescador, do agricultor, do artesão, dos restaurantes e dos chefs. Falamos de conhecimento transmitido entre gerações, de paisagem, património, cultura e, acima de tudo, de identidade”, acrescentou.
A escolha da Covilhã para a apresentação do projeto foi destacada por Isabel Barrau, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal da Covilhã.
“O facto de a Covilhã ter sido escolhida como ponto de partida para ‘A Caminho das Estrelas’ já é um sinal de termos aqui a primeira estrela: a Serra da Estrela. Este é um projeto que vai dar a conhecer os produtos regionais e identitários que marcam os nossos territórios.”
O coração do projeto serão oito Pop Ups gastronómicos e culturais, a realizar nas oito sub-regiões do Centro de Portugal: Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste. A primeira destas experiências está prevista para outubro, na sub-região Viseu Dão Lafões.
O percurso prosseguirá nos meses seguintes pelas restantes sub-regiões, terminando na Região de Coimbra, já próximo da Gala do Guia MICHELIN.
Os locais concretos de realização dos Pop Ups estão a ser definidos em articulação com as Comunidades Intermunicipais e os restantes parceiros territoriais.
Cada Pop Up será construído a partir da identidade do território onde acontece.
O objetivo não é replicar o mesmo formato em oito lugares, mas criar oito experiências distintas, dando a conhecer e interligando gastronomia, produtos endógenos, produtores, património, paisagem, artesanato, cultura e criação artística.
Pensados como experiências de pequena escala e elevada qualidade, os Pop Ups terão uma matriz que combina seis dimensões – Descobrir, Fazer, Provar, Criar, Cozinhar e Partilhar –, permitindo aos participantes conhecer o território e os seus protagonistas, contactar com produtos e técnicas, participar em degustações e viver uma experiência gastronómica e cultural ligada à identidade local.
Cada experiência terá como anfitrião o Chefe Embaixador da respetiva sub-região, que convidará um Chefe Embaixador de outro território do Centro de Portugal a participar no Pop Up.
Esta dinâmica permitirá partilhar diferentes identidades gastronómicas e fazer circular, ao longo do percurso, produtos, sabores e narrativas das oito sub-regiões.
Os oito chefes embaixadores são Diogo Rocha (Viseu Dão Lafões), Luís Lavrador (Região de Coimbra), Hélio Loureiro (Região de Aveiro), Ricardo Ramos (Região Beiras e Serra da Estrela), Sérgio Fernandes (Médio Tejo), Maria Caldeira de Sousa (Beira Baixa), Diogo Caetano (Região de Leiria) e Patrícia Borges (Oeste).
Como explicou Pedro Pontes, diretor do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção da Turismo Centro de Portugal, a opção passa por criar “eventos de valor, e não eventos de massa”, privilegiando experiências diferenciadoras e capazes de revelar o património cultural e natural de cada território.
“A Caminho das Estrelas” estrutura-se em torno de três pilares: Gastronomia, Arte e Autenticidade.
A gastronomia será o fio condutor de cada experiência, mas estará em diálogo com outras expressões culturais e artísticas, da fotografia e do vídeo à cerâmica, cestaria, madeira, pedra, têxteis, artes tradicionais ou criação contemporânea.
A autenticidade assume-se como critério transversal.
Produtores, artesãos, restaurantes, cozinheiros, comunidades, produtos, património e paisagem serão parte integrante das experiências, procurando mostrar não apenas aquilo que se produz em cada região, mas também quem produz, onde nasce e de que forma esses produtos e tradições estão ligados ao território.
Para Rui Ventura, é precisamente aí que reside um dos principais fatores de diferenciação da região.
“Num turismo cada vez mais global e num mundo onde encontramos experiências muito semelhantes em destinos diferentes, aquilo que verdadeiramente nos diferencia é aquilo que não pode ser copiado: a nossa identidade, as nossas histórias, os nossos produtos, as nossas tradições e as nossas gentes.”
“Aquela é a noite das estrelas, mas traz memórias para o resto da vida. Tenho a certeza de que, pela combinação de toda esta atividade, vamos ser capazes de atrair milhares de pessoas ao território, para conhecer os restaurantes, os produtos e os hotéis. É isso que queremos: atrair visitantes de Portugal e do estrangeiro que procuram experiências de valor acrescentado e que ficam na memória”, afirmou Nuno Ferreira, representante do Guia MICHELIN em Portugal.
Segundo Nuno Ferreira, a Gala deverá reunir entre 550 e 600 convidados e envolver, direta e indiretamente, mais de mil pessoas, entre organização, fornecedores e restantes intervenientes.
“A Caminho das Estrelas” parte do trabalho já desenvolvido pelo projeto Sabores ao Centro, da Turismo Centro de Portugal, aproveitando e ampliando o ecossistema gastronómico existente na região.
O objetivo passa por acrescentar uma nova dimensão ao trabalho já desenvolvido com chefs, restaurantes, produtores e territórios.
O chef Diogo Rocha, do Mesa de Lemos, assume a Curadoria Gastronómica Global de “A Caminho das Estrelas”, com a missão de assegurar a coerência entre as oito experiências e o diálogo entre tradição e contemporaneidade, preservando a identidade própria de cada território.
“O primeiro grande desafio é apresentar uma região tão grande e diversa como o Centro de Portugal. Fazemos 20 ou 30 quilómetros e muda a paisagem, muda a cultura, mudam os enchidos, mudam os queijos. O compromisso é conseguir que todas as pessoas e todos os territórios se sintam representados”, afirmou Diogo Rocha.
“Aquilo que mostramos será sempre um convite: mostramos uma parte e dizemos ‘venham até nós e descubram muito mais do que aquilo que estamos a apresentar’.”
“A Caminho das Estrelas” resulta de uma parceria entre a Turismo Centro de Portugal e a Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, articulando a estruturação e mobilização do território com a promoção e internacionalização do destino.
Rui Ventura destacou esta dimensão do projeto, sublinhando que “pela primeira vez estamos a desenvolver um trabalho desta natureza numa verdadeira articulação entre a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e a Agência Regional de Promoção Turística do Centro”.
A TCP assume a coordenação institucional e territorial e a articulação com as Comunidades Intermunicipais e restantes parceiros, enquanto a ARPTC terá um papel particularmente relevante nas áreas da comunicação, imprensa, creators, operadores turísticos e internacionalização. As Comunidades Intermunicipais participam, por sua vez, na mobilização dos municípios, produtores, restaurantes, património e comunidades das oito sub-regiões.
A dimensão internacional do projeto começa já esta semana, com uma ativação em Madrid, destinada a apresentar “A Caminho das Estrelas” junto de públicos como imprensa espanhola, jornalistas gastronómicos, operadores turísticos, creators e entidades ligadas à promoção turística.
Outro momento relevante deste percurso será a Gala Sabores ao Centro, marcada para 9 de novembro, em Castelo Branco, que reunirá o ecossistema gastronómico regional e constituirá mais uma etapa de afirmação da gastronomia do Centro de Portugal.
A finalizar a apresentação, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, destacou a capacidade do projeto para ampliar o impacto da realização da Gala.
“Não podemos olhar para a Gala MICHELIN como um evento de um dia. Temos de capitalizar o mais possível esta oportunidade através de iniciativas e ações concretas no território, e foi exatamente isso que o Turismo Centro de Portugal fez: conseguiu construir um caminho de seis meses que permite falar da Gala, mas também dos territórios, da autenticidade e da valorização de cada uma das sub-regiões.”
O presidente do Turismo de Portugal garantiu ainda que a entidade está “de corpo e alma” com o projeto e destacou a crescente importância da gastronomia na estratégia turística nacional, sublinhando que esta “deixou de ser um ativo complementar” para se afirmar como “um dos 10 ativos centrais do setor do turismo”, pela sua capacidade de acrescentar autenticidade à oferta e contribuir para levar a atividade turística a todo o território e ao longo de todo o ano.
A Gala é o destino, mas o percurso pretende deixar um legado para além de março.
O trabalho desenvolvido ao longo dos próximos meses deverá contribuir para reforçar a rede entre chefs, produtores, restaurantes, empresas e territórios, criar novas experiências e rotas gastronómicas e gerar conteúdos que continuem a promover o Centro de Portugal nos mercados nacional e internacional.
Como sintetizou Rui Ventura, “o nosso objetivo não é apenas colocar o Centro de Portugal a caminho das estrelas, é também utilizar essas estrelas para iluminar tudo aquilo que temos no Centro de Portugal: os nossos produtos, territórios, tradições, pessoas e a nossa autenticidade”.
A Autoridade Marítima confirma que o desaparecido no mar da Costa Nova é um cidadão de 36 anos.
As buscas foram retomadas esta manhã.
Nas operações de busca, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante Local da Polícia Marítima de Aveiro, estão empenhados, por mar, tripulantes da Estação Salva-vidas de Aveiro e, por terra, elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Aveiro, do projeto “SeaWatch”, bem como dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Ílhavo e de Vagos.
Admite-se também recurso a uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.
O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi ativado e encontra-se a prestar apoio aos familiares da vítima.
Incidente ocorreu esta segunda, primeiro dia já fora da época oficial de vigilância, em área não concessionada.
O homem estaria a banhos e terá entrado em dificuldades na água e deixou de ser visto.
O PSD de Ílhavo de luto pelo falecimento de Álvaro Manuel R. Ramos.
Nota da Comissão Política do PSD de Ílhavo manifesta “profundo pesar” pelo desaparecimento de um dos seus militantes marcantes no último quartel do século XX e início do século XXI.
O homem que ficou conhecido pela fundamentação dos debates políticos em torno de relatórios de contas e orçamentos na Assembleia Municipal de Ílhavo faleceu aos 83 anos.
Reconhecido pela ligação à comunidade, dedicou parte significativa da sua vida ao serviço das empresas, das instituições e de causas coletivas.
Álvaro Ramos, técnico oficial de contas, foi elemento destacado nos mandatos de Ribau Esteves, em Ílhavo, tendo passado pela Assembleia Municipal enquanto deputado municipal.
Personalidade cuja vida, segundo o PSD, “ficou indissociavelmente ligada ao partido, à causa política, ao associativismo, à solidariedade social e à defesa do bem comum no Município de Ílhavo”.
Profissionalmente, construiu o seu percurso como Técnico Oficial de Contas, competência que colocou também ao serviço de diversas instituições.
Destaca-se a Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, onde integrou os órgãos sociais como Presidente do Conselho Fiscal, antes de assumir a liderança da instituição.
Em novembro de 2014, foi eleito Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, tendo tomado posse em janeiro de 2015.
Neste período (2014 – 2018) assumiu a responsabilidade de liderar uma instituição com intervenção nas áreas da saúde, da ação social e dos cuidados continuados.
Foi, também, um dos impulsionadores do PSD em Ílhavo, contribuindo para a afirmação do partido no Concelho e para a participação cívica e política ao serviço da comunidade.
O PSD fala em “exemplo de dedicação à causa pública, ao associativismo e à solidariedade, deixando uma marca que perdurará na memória de todos aqueles que com ele privaram e nas instituições às quais dedicou o seu trabalho”.
O funeral está marcado para as 11h30 desta terça na Mortuária de Ílhavo.
As buscas para encontrar o homem desaparecido nas águas da praia da Costa Nova são retomadas esta manhã.
A Autoridade Marítima Nacional procura um homem, com cerca de 40 anos, que terá desaparecido esta segunda, 14 de setembro, após, alegadamente, ter entrado em dificuldades na água enquanto estava a banhos, em praia da Costa Nova.
Na sequência de um alerta recebido pelas 16h05, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), foram de imediato ativados, por mar, tripulantes da Estação Salva-vidas de Aveiro e, por terra, elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Aveiro, do projeto “SeaWatch”, bem como dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo e dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Ílhavo e de Vagos.
Foi ainda empenhada uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.
Devido ao nevoeiro e à visibilidade reduzida, a aeronave e os meios náuticos suspenderam as buscas, pelas 18h03, tendo as operações prosseguido por terra até ao início da noite, sem que se tivesse encontrado a vítima, sendo retomadas esta manhã.
O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi ativado.
Ílhavo em dia de reunião privada de Câmara que vota o Relatório Final com a Lista de Atribuição Definitiva do Concurso de Habitação Pública de 6 Fogos, na Rua Padre Manuel Bernardes, na Gafanha da Nazaré, no momento em que se prepara o final de empreitada.
O Executivo decide a abertura de concurso para as Bolsas de Estudo Bolsas do Estudo do Ensino Superior.
Na agenda temas como o Programa Solidão Zero para aprovar as Normas de Funcionamento e Participação; a 5.ª Edição Concurso de Curtas-Metragens 2026/2027 na área da Maior Idade e Envelhecimento Ativo.
Os trabalhos, à porta fechada, às 17h30, decorrem nas instalações da autarquia.