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  • Porto de Aveiro testa tecnologia da EFACEC para Sistema de Controlo de Passagem de Nível suportado em comunicações 5G.
    Sex, 18/09/2020 - 10:02

    A Administração do Porto de Aveiro e a EFACEC assinaram, esta semana, um protocolo com vista à realização de uma instalação-piloto de Sistema de Controlo de Passagem de Nível suportado em comunicações 5G.

    A empresa tem em desenvolvimento um sistema de controlo de passagem de nível que foi objeto de uma candidatura aos programas europeus de apoio ao desenvolvimento tecnológico.

    Foi aprovado no quadro dos programas “Horizonte 2020” e “Portugal 2020”, com reconhecimento do seu alto valor estratégico e inerente interesse para o desenvolvimento da indústria nacional.

    A instalação-piloto será feita no Porto de Aveiro.

     

     

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  • Estudo do projeto ClairCity conclui que Aveirenses estão disponíveis para apoiar mudanças no ambiente das cidades.
    Sex, 18/09/2020 - 09:45

    Quase 2.000 cidadãos de toda a Região de Aveiro participaram num projeto de investigação da UE que identificou um conjunto de medidas políticas que os cidadãos apoiariam para reduzir a poluição do ar e as emissões de carbono, nas suas cidades e região.

    Este projeto realizou-se ao longo de quatro anos, envolvendo a organização de vários workshops, a participação em vários encontros, o lançamento de um concurso de vídeos online, um jogo para dispositivos móveis e a realização de atividades nas escolas, para ouvir o maior número possível de cidadãos da Região de Aveiro.

    A equipa de investigação envolvida no projeto descobriu que as medidas políticas favoritas dos cidadãos eram maioritariamente relacionadas com os meios de transporte.

    Melhorar as infraestruturas de ciclovias, aumentar o uso de transporte público para o trabalho e para a escola e aumentar os passeios para peões, foram as três principais medidas.

    As dez principais propostas foram ratificadas pelos decisores políticos regionais antes de o ClairCity as trabalhar e analisar os seus impactos no ambiente da região e na saúde dos seus cidadãos.

    Os resultados são tidos como surpreendentes.

    Estimou-se que o número de mortes prematuras pela exposição ao poluente atmosférico NO2 seria reduzido em 100%, em comparação com a manutenção da situação atual, e uma redução de 7% e 3% nas mortes prematuras por PM10 e PM2,5, respetivamente.

    Identificou-se também que, depois das indústrias, o transporte rodoviário é a principal fonte de PM2,5 na Região de Aveiro.

    A poluição do ar e as emissões de carbono afetam todas as cidades e regiões da Europa, e a Região de Aveiro não é exceção.

    Quase metade da Região está exposta a concentrações de PM2,5 acima das recomendações da Organização Mundial da Saúde e as emissões de dióxido de carbono (CO2), um importante gás com efeito de estufa, aumentaram.

    Para o CO2, não há requisitos legais ao nível local e, ao contrário de outras cidades do ClairCity, na Região de Aveiro não há nenhuma meta formal de neutralidade carbónica.

    Os investigadores reconhecem que todos os municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) assinaram a iniciativa Mayors Adapt e alguns estão a participar nas ações de Clima e Energia do Pacto dos Autarcas.

    Estas iniciativas contribuem para a meta de redução de 40% nas emissões de gases com efeito de estufa, até 2030.

    Existem planos em curso para melhorar os transportes (por exemplo, reduzir os preços das viagens e as emissões dos transportes públicos, proibir a circulação de carros antigos a diesel e de veículos pesados ​​nas áreas urbanas, etc.), no entanto, parece improvável que essas medidas permitam alcançar a mudança modal prevista, quer pelos cidadãos, quer pelos decisores políticos.

    Em particular, faltam medidas para tornar o uso do carro particular menos atraente.

    “É evidente para a investigação que os cidadãos pedem que a Região de Aveiro reduza a sua dependência no uso de carros particulares.”

    Atualmente, a maioria dos cidadãos inquiridos usa "sempre" o carro para ir para o trabalho (65%), para ir às compras (67%), e para deslocações em lazer (44%).

    Isso significa que, para além de mudanças políticas ambiciosas e de implementação rápida, os cidadãos precisarão de mudar os seus hábitos e cultura, usando mais o transporte público, bicicletas ou deslocarem-se a pé.

    No futuro, espera-se que haja uma enorme procura do transporte público e da mobilidade ativa.

    Os inquiridos que usam atualmente o carro particular nas suas deslocações vêem-se no futuro a escolher transportes públicos e mobilidade ativa nas suas viagens para o trabalho (75%), compras (56%) e lazer (68%).

    As principais barreiras à mudança de comportamento prendem-se com o fraco desenvolvimento de ciclovias urbanas e a marcada conveniência do carro em comparação com o transporte público existente.

    A rede, a frequência e os tempos de viagem dos transportes públicos são considerados bastante deficientes. Além disso, o estacionamento é fácil e geralmente gratuito.

    Embora a combustão residencial seja uma das principais fontes de poluição do ar, os cidadãos não a entendem como tal, por isso, não foram adotadas medidas para enfrentar este setor crucial.

    Apesar disso, há uma importante procura por fontes renováveis para aquecer as casas no futuro.

    Cerca de 5% dos participantes já utilizam atualmente fontes renováveis; e no futuro, 52% dos inquiridos querem usá-las.

    Atualmente, o custo é a principal barreira para adotar uma opção de aquecimento mais ecológica.

    No entanto, existe alguma confusão entre os cidadãos sobre o que é "mais verde": alguns preferem a utilização das lareiras com queima de madeira ou pellets, pois consideram esta uma fonte de calor renovável. Esta forma de aquecimento é, na verdade, uma fonte significativa de poluição do ar.

    O projeto ClairCity defende que é necessário intensificar a cooperação com empresas e instituições públicas para minimizar o uso de carros; melhorar o transporte público e as infraestruturas de mobilidade; melhorar a eficiência energética dos edifícios e aumentar a conscientização sobre os problemas de poluição atmosférica de uma forma mais ampla, destacando os impactos da queima de biomassa, promovendo alternativas ao carro particular e ao aquecimento doméstico, e integrando a qualidade do ar na educação das crianças.

    “As cidades da Europa estão a comprometer-se com um futuro sem carbono e a saúde dos cidadãos, e o planeta beneficiaria também de uma estratégia para a Região de Aveiro”. A chave para isso, explica o ClairCity, é o envolvimento dos cidadãos nos processos de tomada de decisão.

     

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  • Aplicação leva Estarreja ao mundo.
    Sex, 18/09/2020 - 09:13

    No dia em que apresenta uma aplicação tecnológica, o Município de Estarreja reafirma a cultura como pilar no combate aos efeitos da pandemia.

    O município de Estarreja apresenta, esta sexta, às 15 horas, no Cine-Teatro de Estarreja, a aplicação “Sentir Estarreja”, uma app que tem como objetivo proporcionar a interação com o património e o território, com recurso às novas tecnologias.

    A app “Sentir Estarreja” disponibiliza nesta fase dois roteiros temáticos, um dedicado ao BioRia e outro ao circuito de arte urbana ESTAU, e convida a explorar o território de forma simples, interativa e intuitiva, com acesso a imagem e texto, em diferentes línguas.

    As próximas fases de desenvolvimento passam por acesso a conteúdos de vídeo e traçar novos caminhos, em formato de realidade aumentada e recurso a áudio-guia.

    A sessão, inserida na programação do festival ESTAU – Estarreja Arte Urbana, que decorre entre 12 a 20 de setembro, conta com a presença de Diamantino Sabina, presidente da Câmara Municipal de Estarreja, e de Raul Bordalo Junqueiro, Head Of Smart Cities and Business Development, da Mosaic, marca de smart cities do dstgroup.

    Estarreja assume a vocação “smart city” num espaço cultural que procura dinamizar a economia local e os meios artísticos.

    Isabel Pinto, vereadora da cultura, não esconde que os apelos chegam não só do setor cultural mas de diferentes áreas.

    O relançamento da atividade é, também, uma forma de reagir em tempo de pandemia (com áudio)

     

     

     

     

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  • Ílhavo com 22 casos ativos teme escalada da pandemia.
    Sex, 18/09/2020 - 08:21

    Ílhavo apresentava 22 casos ativos de infeção por Covid-19 na última leitura da DGS e admite um quadro em agravamento nos últimos dias.

    Fernando Caçoilo revelou, ontem, em reunião de Câmara, na Gafanha do Carmo, que a tendência é de subida tal como acontece no país e no mundo.Para hoje está marcado novo ponto de situação com a autoridade de saúde mas o autarca admite agravamento dos números (com áudio)

    O Partido Socialista já apelou ao reforço das campanhas com mensagens sobre medidas preventivas.

    Eduardo Conde defende que a melhor forma de chegar à população é com essas mensagens curtas, de proximidade, para alertar para comportamentos seguros (com áudio).

    Na resposta, Fernando Caçoilo sublinhou todo o investimento feito até ao momento, recusou a possibilidade de andar “porta a porta” a distribuir máscaras e defendeu o trabalho conjunto com a sociedade civil e IPSS como a melhor garantia de resposta (com áudio)

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  • Presidente da República condecora Carlos Paião a título póstumo.
    Sex, 18/09/2020 - 08:12

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou, a título póstumo, o cantor e compositor Carlos Paião com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, segundo a informação publicada na página das Ordens Honoríficas Portuguesa

    "A condecoração acontece 40 anos depois da primeira candidatura [de Carlos Paião] ao festival RTP da Canção", recorda esta mensagem oficial, referindo-se à participação do músico no concurso de 1980, onde interpretou "Amigos eu voltei", canção que não passou à final.

    As insígnias foram entregues aos pais do músico

    Carlos Paião morreu num acidente de automóvel, aos 30 anos, em agosto de 1988.

    O produtor musical Mário Martins, que lhe reconheceu o talento e o levou para a editora Valentim de Carvalho, no final da década de 1970, disse à Lusa, quando passavam 25 anos sobre a sua morte, que Carlos Paião foi “um compositor e autor de mérito único"

    Se estivesse vivo, seria provavelmente o maior compositor e autor de música ligeira”, enfatizou Mário Martins, nessa entrevista de agosto de 2013, sobre o compositor de "Playback" e "Pó de Arroz

    “Carlos Paião ganhou o Festival de Ílhavo [1978], e enviou uma cassete para a EMI-Valentim de Carvalho, que nunca mereceu resposta". Na altura, já tinha mais de 200 canções escritas.

    Então o seu primo e autor de sucessos como "Ó tempo volta p’ra trás", Manuel Paião, com quem Mário Martins trabalhava, pediu-lhe que ouvisse a cassete.

    "Fiquei abismado, pois havia ali muita qualidade”, contou o ex-diretor do Departamento de Artistas da antiga discográfica.

    “O Carlos [Paião] não tinha uma grande voz, mas era um extraordinário compositor e autor e, quando entrei em contacto com ele, disse-me que também não estava interessado em gravar”, recordou.

    O fadista António Mourão foi o primeiro a gravar uma canção de Paião, “Fado Reguila”, que “não teve sucesso". Seguiu-se Amália Rodrigues, que se tornou uma aliada.

    Amália ouviu várias canções, “deu gargalhadas e escolheu logo uma dúzia delas, como ‘O Senhor Extraterrestre’, que gravou” e à qual viria a juntar "Nosso Povo", recordou Mário Martins.

    O primeiro álbum gravado por Carlos Paião, como intérprete, "Algarismos", surgiu depois da vitória no festival da RTP de 1981, com "Playback".

    Continuou porém a privilegiar a composição para outros cantores, como Amália , Lenita Gentil, Mísia, José Alberto Reis, Alexandra, Vasco Rafael, ou para revista, como “Escabeche”, do Teatro ABC.

    Trabalhou com Herman José e foi um dos criadores das personagens Estebes e Serafim Saudade, para o qual compôs o repertório.

    Muitas das canções de Carlos Paião têm sido recuperadas por cantores como Fábia Rebordão, Rui Veloso, Sam The Kid, Mesa, Tiago Bettencourt.

    Em 2018, uma homenagem, pensada para o Festival da Canção, deu origem ao álbum "Paião", coordenado pelos músicos João Pedro Coimbra e Nuno Figueiredo, com interpretações de Jorge Benvinda, dos Virgem Suta, Marlon, d'Os Azeitonas, e VIA

     

    Texto: Lusa

    Foto: João Paulo Fernandes (Presidência da República)

     

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  • Ovar: Autarquia aprova "redução histórica" de impostos.
    Sex, 18/09/2020 - 08:05

    Ovar abre mão da derrama e reduz taxas de IMI e IRS.

    O executivo municipal, sob proposta do presidente, em sede de reunião de Câmara realizada ontem aprovou uma “redução histórica” dos Impostos Municipais, através da aplicação de uma taxa reduzida de 0% da Derrama para todas as empresas, de nova redução nas taxas de IMI e de IRS e da manutenção da TMDP (Taxa Municipal de Direitos de Passagem).

    Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, recorda que “a situação financeira estável e com excelentes indicadores financeiros da autarquia permite-nos avançar com esta redução histórica no nosso Município e a qual não porá em causa o trabalho em desenvolvimento, nomeadamente as principais obras municipais e os apoios sociais”.

    Explica que se trata de uma medida de estímulo.

    “Tratam-se de medidas que visam, por um lado, fixar o tecido empresarial e combater o desemprego, atentas as dificuldades sentidas pelas nossas empresas, sobretudo neste período de crise pandémica. Os biliões, que chegarão da Europa para financiar o Plano de Recuperação Económica de Portugal, não se prevê quando, como e qual o impacto efetivo que terão. Por outro lado, é nossa preocupação reduzir a carga fiscal que incide sobre as pessoas e as famílias, potenciando a sua qualidade de vida.”

    Derrama a “0%”, IMI baixa de 0,37 para 0,35% , taxa de participação no IRS em 2% e Taxa Municipal de Direitos de Passagem em 0,25%.

     

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  • Aveiro: Adjudicada reabilitação da Rua Direita da Costa do Valado
    Sex, 18/09/2020 - 08:01

    O executivo municipal de Aveiro deliberou adjudicar a reabilitação da Rua Direita da Costa do Valado, no troço compreendido entre a Rua das Paradas e a Estrada Nacional 235, à empresa Rosas Construtores, pelo valor de 251 mil euros.

    A empreitada inclui ainda a recarga betuminosa na Rua da Capela.

    Confirmada, ainda, a beneficiação de arruamentos em Aradas, Esgueira e Santa Joana com novo concurso público para a manutenção e pequenos arranjos urbanísticos de 43 arruamentos, nas localidades de Aradas, Esgueira e Santa Joana, com um valor base global de 2.4 milhões de euros.

    O concurso está dividido em dois lotes, sendo primeiro lote destinado à localidade de Aradas, com um valor base de 1.191.101,89€ e o segundo lote referente às localidades de Esgueira e Santa Joana, com um preço base de 1.226.465,44€.

     

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  • Aveiro: Assembleia Municipal debate atividade municipal.
    Sex, 18/09/2020 - 07:57

    A Assembleia Municipal de Aveiro reúne, esta noite, em sessão no Centro de Congressos.

    Na agenda está a votação do concurso público internacional para a “Conceção, Construção e Concessão do Complexo com Crematório e Casas Mortuárias de Aveiro” que já mereceu crítica do PS pela localização no centro da cidade e o apoio da Junta da Glória e Vera Cruz que aprova a instalação no cemitério sul.

    A ordem de trabalhos inclui informação sobre a Atividade Municipal entre Junho e Setembro, uma Proposta de Recomendação sobre o Programa CED/Esterilização de animais errantes no município de Aveiro.

    O público poderá falar na abertura da sessão às 20h30.

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  • Estudo de investigador da UA diz que Aeroporto no Montijo contraria Pacto Ecológico Europeu.
    Qui, 17/09/2020 - 19:55

    O Aeroporto do Montijo está em rota de colisão com o Pacto Ecológico Europeu e um estudo científico com participação de um investigador da UA encontra incongruências na localização da estrutura aeroportuária para servir a aviação civil.

    A decisão do estado português em avançar com o aeroporto do Montijo viola, segundo este estudo, dois dos principais pilares do Pacto Ecológico Europeu: combater a mudança climática global e reverter a crise da biodiversidade.

    Publicado hoje na revista Science, o artigo de José Alves, investigador da Universidade de Aveiro (UA), e Maria Dias, investigadora da BirdLife International, apelam ao Governo que pare o projeto e faça de Portugal um caso de sucesso na implementação do Pacto Ecológico Europeu.

    O artigo (https://science.sciencemag.org/cgi/doi/10.1126/science.abe4325 ) revela a contradição entre a intenção da Comissão Europeia em alterar as economias europeias para modelos mais sustentáveis (Pacto Ecológico Europeu) e a autorização ambiental emitida por um estado membro (Portugal) para a construção do aeroporto do Montijo, no coração da maior zona húmida do país, o estuário do Tejo.

    No artigo publicado hoje na prestigiada revista Science, José Alves, investigador no Departamento de Biologia e no Centro de Estuados do Ambiente e do Mar da UA, e Maria Dias, coordenadora científica do programa marinho na organização BirdLife International, sublinham que a importância do estuário do Tejo para a biodiversidade se estende muito para além das fronteiras Portuguesas, sendo designado como Reserva Natural na lei portuguesa, Zona de Protecção Especial (Directiva Aves da Uniao Europeia), Zona Húmida de Importância Internacional (Convenção de Ramsar) e Área Importante para as Aves (Birdlife Internacional).

    “O estuário do Tejo é um grande hub internacional para as aves migradoras que usam a rota migratória do Atlântico Este, servindo de ponte entre as áreas de reprodução localizadas no hemisfério norte e as áreas de invernada no sul da Europa e em África, estimando-se que seja utilizada por cerca de 300,000 aves aquáticas”, apontam os investigadores.

    Os autores deste artigo argumentam que a decisão do estado Português viola o combate à mudança climática global e os princípios para reverter a crise da biodiversidade, princípios defendidos pela UE.

    Apesar do aumento substancial nas emissões de carbono que um segundo aeroporto na área da capital irá gerar, dizem os autores, Lisboa é actualmente a Capital Verde Europeia.

    “Ironicamente, a candidatura de Lisboa a este galardão beneficiou da proximidade com a reserva do estuário do Tejo, apesar do traçado agora proposto para as rotas dos aviões implicar voos a menos de 200 metros de altitude dentro da área protegida, perturbando de forma muito assinalável várias das áreas mais importantes para as aves aquáticas e para as quais a reserva do estuário do Tejo foi estabelecida”, sublinham José Alves e Maria Dias.

    “Estas aves movem-se no estuário do Tejo em bandos que podem ser formados por ter dezenas de milhares de indivíduos, tirando partido do complexo mosaico de habitats estuarinos esculpidos ao longo de milénios, tais como sapais e bancos de vasa e mais recentemente, pela intervenção humana, salinas e arrozais”, apontam.

    Os cientistas dão como exemplo os bandos de até 80 mil maçaricos-de-bico-direito que se reproduzem na Islândia e Holanda e que se concentram no estuário do Tejo todos os anos para se alimentarem e repousarem, no decurso da sua migração anual.

    “Várias outras espécies que se reproduzem no árctico e no norte da Europa, muitas das quais se encontram em declínio acentuado, dependem do estuário do Tejo. Esta zona húmida alberga também populações muito importantes de outras aves aquáticas, nomeadamente flamingos, colhereiros e garças-reais. É também neste estuário que se concentra o maior número de aves aquáticas em Portugal, sendo o segundo mais importante na península ibérica e um ponto de ligação crucial entre a Europa do norte e África para as aves migradoras”, alertam.

    Apesar do impacto do Covid19 no tráfego aéreo, lembram, “a empresa privada que promove e financia o aeroporto do Montijo anunciou que permanece firme no seu compromisso de avançar com o projecto e o governo Português anunciou publicamente o seu apoio ao mesmo em junho, julho e setembro, quando as consequências da pandemia na indústria da aviação já eram claras”.

    No entender de José Alves e de Maria Dias, “este é um exemplo evidente de uma tentativa de um estado membro em desconsiderar directrizes de conservação, acordos internacionais de protecção de espécies e habitats e os anúncios que o próprio governo faz na promoção de um futuro mais sustentável e sem emissões de carbono.

    Dada a função do estuário do Tejo em albergar espécies de toda a rota migratória, incluindo aquelas que beneficiam de programas de conservação financiados publicamente noutros locais da sua área de distribuição, “outros países irão muito provavelmente considerar Portugal como responsável pelas consequências negativas deste desenvolvimento no estuário do Tejo”.

    “O estudo de impacte ambiental do aeroporto do Montijo tem sido muito criticado, devido à falta de dados e informação, erros técnicos e adoção de critérios subjetivos”, apontam os biólogos.

    “A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a polémica Declaração de Impacte Ambiental com base num parecer favorável da direcção do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, entidade que avalia os impactos nas aves, apesar do parecer interno dos seus técnicos ter sido desfavorável. As medidas de compensação propostas para as aves não são eficazes, uma vez que praticamente metade do estuário do Tejo será impactado e não pode ser substituído”, concluem.

    Os autores do artigo apelam ao Governo Português que reconsidere a decisão de autorizar a construção do aeroporto do Montijo e aproveite a oportunidade de Lisboa ser a actual Capital Verde Europeia para demonstrar uma verdadeira liderança ao nível internacional no movimento global para um futuro sustentável, fazendo de Portugal um caso de sucesso na implementação do Pacto Ecológico Europeu.

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  • Gafanha do Carmo: Freguesia destaca rede de saneamento, parque ribeirinho e Centro Cívico como sinais de "desenvolvimento".
    Qui, 17/09/2020 - 18:08

    A criação de uma zona cívica junto ao jardim central cujo processo foi iniciado com a aquisição de terrenos, a implementação de uma área de lazer no caminho do Praião e a elaboração do projeto para a futura construção da Rede de Águas Pluviais e Residuais são os pilares de investimento na parceria da Câmara de Ílhavo com a Junta da Gafanha do Carmo para valorizar o território.

    A celebração dos 60 anos da freguesia foi momento para jornada de trabalho e consolidar os processos.

    Luís Diamantino, autarca da Gafanha do Carmo classifica o centro cívico como o grande projeto e atribui ao saneamento lugar decisivo na qualificação da freguesia (com áudio)

    O Executivo Municipal de Ílhavo reuniu, esta quinta-feira, na Gafanha do Carmo na celebração do 60.º Aniversário da Freguesia.

    Os trabalhos decorrem, a esta hora, na sede da Junta e na agenda está o Estudo Prévio de Águas Residuais e Pluviais da Gafanha do Carmo e a abertura de concurso para “Reabilitação do Pavilhão Desportivo da Gafanha do Carmo”.

    O autarca de freguesia quis deixar reconhecimento público aos antigos autarcas na "construção" da freguesia mas também à Câmara de Ílhavo pela forma como tem respondido aos apelos da Junta (com áudio)

    Esta tarde foi entregue ao Executivo da Junta, um novo tractor considerado ferramenta de trabalho fundamental numa freguesia com características rurais e urbanas (entrevista na íntegra). 

     

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